| CRMMG
vai reciclar médicos plantonistas
 |
Conselho
Regional de Medicina de Minas Gerais lança
programa de apoio à saúde pública,
em parceria com a Somiti |
|
|
Médicos que
atuam em urgências e emergências
serão beneficiados com o curso de reciclagem
|
|
Pouca
estrutura, demandas cada vez maiores e mais complexas,
inexperiência e jornadas sub-humanas de trabalho.
Estes são os componentes de uma fórmula
explosiva encontrada nas urgências e emergências
do sistema público de saúde do país.
Para ajudar a reverter esse cenário, o CRMMG
lança, no estado, um programa de reciclagem para
médicos plantonistas, que atuam em uma das áreas
mais carentes do SUS. "Entendendo que a formação
continuada é indispensável para o exercício
ético da profissão, o Conselho quer se
solidarizar com a categoria, principalmente, com os
médicos que lidam com essa realidade mais complicada
das emergências, explica Dr. Maurício Leão
de Rezende, presidente do Conselho.
A iniciativa prevê, a
partir de junho, um programa de promoção
do curso ACLS (Advanced Cardiac Life Support), criado
pela American Heart Association, especialmente para
os médicos que trabalham direto com emergência
ou terapia intensiva. O curso é aplicado em todo
o país, desde 1997. Em Minas Gerais, o ACLS é
administrado pela Somiti (Sociedade Mineira de Terapia
Intensiva), sob coordenação do diretor
regional, Dr. Heberth César Miotto. |
O primeiro passo será dado no dia 30 de junho,
em Divinópolis, para os médicos da região
Centro- Oeste do estado, onde os plantonistas que
trabalham com urgência na Rede SUS, serão
os primeiros a passar pelo ACLS, a custo zero. "A
nossa idéia é levar o curso, pelo menos
um por trimestre, para outras cidades mineiras",
afirma Dr. Maurício Leão de Rezende.
"A nossa idéia
é levar o curso para outras cidades
mineiras" afirma Dr. Maurício
Leão de Rezende
|
|
 |
Dra.
Maria Aparecida Braga, presidente da Sociedade
Mineira de Terapia Intensiva
|
|
|
A presidente da Somiti, Sociedade
de Especialidade da Associação Médica
de Minas Gerais e parceira do Conselho na iniciativa,
Dra. Maria Aparecida Braga, destaca a importância
dessa reciclagem. Para ela, é latente a carência
de profissionais experientes, capazes de diagnosticar
e usar devidamente os recursos disponíveis,
reduzindo os custos na área. "Esse quadro
formado por pacientes graves nas filas, doenças
mal diagnosticadas, internações prolongadas
em CTI devido ao atendimento inicial inadequado além
da falta de profissionais e da contratação
de médicos cada vez menos experientes precisa
ser revertido o quanto antes", explica a especialista.
O curso, ministrado por instrutores
especialmente treinados e qualificados, tem 20 horas/aula,
com abordagens teóricas e práticas,
oferecendo também etapas de pré e pós-curso.
|
|
|