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Curso para médico
Ano 4 Nº 44 Maio de 2006

CRMMG vai reciclar médicos plantonistas

Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais lança programa de apoio à saúde pública, em parceria com a Somiti

Médicos que atuam em urgências e emergências serão beneficiados com o curso de reciclagem

Pouca estrutura, demandas cada vez maiores e mais complexas, inexperiência e jornadas sub-humanas de trabalho. Estes são os componentes de uma fórmula explosiva encontrada nas urgências e emergências do sistema público de saúde do país. Para ajudar a reverter esse cenário, o CRMMG lança, no estado, um programa de reciclagem para médicos plantonistas, que atuam em uma das áreas mais carentes do SUS. "Entendendo que a formação continuada é indispensável para o exercício ético da profissão, o Conselho quer se solidarizar com a categoria, principalmente, com os médicos que lidam com essa realidade mais complicada das emergências, explica Dr. Maurício Leão de Rezende, presidente do Conselho.

A iniciativa prevê, a partir de junho, um programa de promoção do curso ACLS (Advanced Cardiac Life Support), criado pela American Heart Association, especialmente para os médicos que trabalham direto com emergência ou terapia intensiva. O curso é aplicado em todo o país, desde 1997. Em Minas Gerais, o ACLS é administrado pela Somiti (Sociedade Mineira de Terapia Intensiva), sob coordenação do diretor regional, Dr. Heberth César Miotto.

O primeiro passo será dado no dia 30 de junho, em Divinópolis, para os médicos da região Centro- Oeste do estado, onde os plantonistas que trabalham com urgência na Rede SUS, serão os primeiros a passar pelo ACLS, a custo zero. "A nossa idéia é levar o curso, pelo menos um por trimestre, para outras cidades mineiras", afirma Dr. Maurício Leão de Rezende.

"A nossa idéia é levar o curso para outras cidades mineiras" afirma Dr. Maurício Leão de Rezende

Dra. Maria Aparecida Braga, presidente da Sociedade Mineira de Terapia Intensiva


A presidente da Somiti, Sociedade de Especialidade da Associação Médica de Minas Gerais e parceira do Conselho na iniciativa, Dra. Maria Aparecida Braga, destaca a importância dessa reciclagem. Para ela, é latente a carência de profissionais experientes, capazes de diagnosticar e usar devidamente os recursos disponíveis, reduzindo os custos na área. "Esse quadro formado por pacientes graves nas filas, doenças mal diagnosticadas, internações prolongadas em CTI devido ao atendimento inicial inadequado além da falta de profissionais e da contratação de médicos cada vez menos experientes precisa ser revertido o quanto antes", explica a especialista.

O curso, ministrado por instrutores especialmente treinados e qualificados, tem 20 horas/aula, com abordagens teóricas e práticas, oferecendo também etapas de pré e pós-curso.