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Sr. Alcides, um
engenheiro de 52 anos, procurou um clínico
para realizar exame médico de rotina.
Nessa consulta, foi diagnosticada hipertensão
arterial e realizada a propedêutica
adequada, tendo o paciente recebido orientações
médicas com relação
à dieta e hábitos de vida.
Foi medicado com inibidor de ECA (captopril),
controlando assim o quadro hipertensivo.
Por insistência
dos familiares, o Sr. Alcides procurou um
outro médico, que o examinou, observou
que a hipertensão estava controlada,
mas que iria substituir o medicamento antihipertensivo,
pois o mesmo era uma droga muito antiga.
Assim foi feito e, meses depois, o Sr. Alcides
voltou novamente ao clínico geral
por outro motivo e relatou essa história.
Ao saber qual a
medicação prescrita, o clínico
surpreendeu-se com a prescrição
de um medicamento do mesmo grupo farmacológico
daquele que havia sido prescrito anteriormente,
que diferia apenas no nome comercial e apresentação.
O médico observou que os níveis
pressóricos do paciente estavam dentro
da normalidade, não apresentava nenhum
sinal e ou sintoma relativos ao sistema
cardiovascular, informando ao paciente que
tanto a medicação atual quanto
a anterior estavam corretas e apresentavam
o resultado esperado.
O médico
disse que não alteraria a medicação,
não tecendo nenhum outro comentário
a respeito do episódio. O paciente
saiu muito tranqüilo da consulta.
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