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Bem viver
Ano 4 Nº 44 Maio de 2006
As mãos que dão formas ao corpo também esculpem

Dr. Márcio Noce Rocha

Cirurgião plástico fala sobre seu hobby de final de semana

A brincadeira de infância virou hobby para o Dr. Márcio Noce Rocha, 60 anos. O cirurgião-plástico tem contato com madeira desde criança, porque ficava muito na marcenaria do avô. A habilidade manual daqueles tempos, hoje dá forma a corpos humanos, mas o médico ainda se dedica - fora da rotina de consultório e bloco cirúrgico - à produção de objetos variados utilizando recursos naturais, como cipó, folhas e cascas de árvores.

De acordo com Dr. Márcio Noce Rocha, são nos finais de semana quando vai para o seu sítio em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que produz peças como tampos de mesa feitos com cipó e resina. Mas a maioria de suas esculturas são cadeiras, também confeccionadas com materiais rudimentares. "É uma atividade muito pessoal, que mostro mais aos parentes e, às vezes, presenteio algumas pessoas com esculturas de minha autoria."

O cirurgião-plástico considera fundamental manter uma atividade paralela à medicina porque serve de "válvula de escape" para aliviar o stress provocado pela correria do dia-a-dia. "Levo muito da minha experiência com as esculturas para o exercício profissional. A cirurgia plástica é uma especialidade muito criativa e que não tem rotina. Dentro desse contexto, uma atividade complementa a outra".

Quando o assunto é arte, Dr. Márcio Noce Rocha se define como eclético. Ele vai às vernissagens, eventualmente, e não tem preferência por nenhum estilo. "Olho algum trabalho e aí eu gosto ou não." Mas não tem dúvida sobre o seu prazer em fazer arte.

Ao falar sobre o sítio, onde há 25 anos dedica os finais de semana ao convívio com a família e às esculturas, Dr. Márcio diz que tal experiência serve como uma terapia. "É lá que faço a profilaxia do meu enfarto", revela espirituoso.