Médico
mineiro faz revelações inéditas
sobre morte do "Rei do Rock"
29 anos
depois, Raul Lamim conta sua versão sobre
autópsia de Elvis Presley |
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"Fui
ironicamente encontrar o ídolo
de adolescência naquela mesa de
autopsia." Era 16 de agosto de 1977,
quando o patologista mineiro, Dr. Raul
Lamim, esteve pela primeira e última
vez com Elvis Presley - o "Rei do
Rock". E pode-se dizer que o destino
quis assim. Na condição
de residente sênior no Hospital
Memorial Batista, em Tennessee, Estados
Unidos, Dr. Raul Lamim tinha a liberdade
de escolher quatro dias do ano para seu
plantão e, sem saber o que o destino
lhe reservara, marcou o início
do plantão exatamente para o dia
da morte de Elvis Presley.
Na hora em que o artista deu entrada
no hospital, Raul conta que estava na
Biblioteca da Universidade do Tennessee
fazendo pesquisa para seu mestrado, quando
viu alguns policiais federais na porta
da sala de autopsia. "Perguntei a
uma enfermeira o por quê da presença
da Polícia e ela disse que Elvis
tinha morrido e o corpo estava na local.
Tentei um colega para me substituir, que
não aceitou e tive que atuar na
autópsia do corpo", diz.
A versão para
o fim do "Rei do Rock"
Vinte e nove
anos após a morte do mega astro,
ainda pairam dúvidas sobre as causas.
Na avaliação do patologista
Dr. Raul Lamim, a autópsia no corpo
não mostrou nenhuma anormalidade
que justificasse a morte de Elvis Presley.
"Na minha maneira de ver, ele morreu
de asfixia porque tinha a fisionomia característica
- boca entreaberta, língua semi-posta
para fora e uma tonalidade azulada da
cintura para cima. Deixo claro, entretanto,
que não tomei conhecimento do documento
oficial, atesto o que eu suponho ter acontecido."
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O médico
acredita que, em função
dos medicamentos que tomava em excesso,
Presley entrou em estado de semi-anestesia,
dormindo um sono profundo com a face
virada para o chão, o que teria
impedido a respiração
e provocado a morte por asfixia. Ressalta
que o corpo não apresentava nenhum
sinal de agressão física,
a não ser uma ou duas costelas
quebradas, quando os médicos
tentaram reanimá-lo, apesar de
ter chegado morto no hospital.
Reencontro numa
triste coincidência
Dr. Raul Lamim
conta que fez o fellow em hemapatologia
e o mestrado, passando pelas cidades
de Saint Louis, Memphis, Houston e depois
retornou à segunda, onde o destino
o colocou diante do que prefere chamar
de uma triste coincidência. "Guardo
o fato de ter participado da autópsia
do corpo de Elvis Presley, como uma
experiência filosófico-religioso
de que todo mundo acaba igual, independente
da importância. Fui ironicamente
encontrar o ídolo de adolescência
naquela mesa de autópsia",
relembra.
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O final de Elvis
No dia de sua morte,
Elvis Presley foi encontrado pela namorada, Ginger
Alden, no banheiro da Mansão de Graceland.
Obeso e vestindo um pijama verde, o corpo estava
caído sobre o pomposo tapete vermelho,
onde também repousava o livro que estava
lendo: "A Busca Científica Pelo Rosto
de Jesus".
A provável causa
da morte era arritmia cardíaca, provocada
pelo excesso de drogas no organismo. Muitos contestam
esta versão sobre o fim trágico
do cantor, ator, "Rei do Rock" e todos
os outros rótulos possíveis já
agregados a um só nome. Especula-se até
que a causa da morte possa ter sido abafada ou
alterada pela família Presley, muito cuidadosa
em preservar a imagem do mito.
A solidão de Elvis
era bem mais silenciosa que seu som, ainda capaz
de mexer com a imaginação de milhões
de fãs em todo o mundo. Seu show aconteceu
dia 26 de junho de 1977, em Indianápolis,
nos Estados Unidos.
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