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Inédito
Ano 4 Nº 44 Maio de 2006

Médico mineiro faz revelações inéditas sobre morte do "Rei do Rock"

 

29 anos depois, Raul Lamim conta sua versão sobre autópsia de Elvis Presley

www.elvispresley.com.br

"Fui ironicamente encontrar o ídolo de adolescência naquela mesa de autopsia." Era 16 de agosto de 1977, quando o patologista mineiro, Dr. Raul Lamim, esteve pela primeira e última vez com Elvis Presley - o "Rei do Rock". E pode-se dizer que o destino quis assim. Na condição de residente sênior no Hospital Memorial Batista, em Tennessee, Estados Unidos, Dr. Raul Lamim tinha a liberdade de escolher quatro dias do ano para seu plantão e, sem saber o que o destino lhe reservara, marcou o início do plantão exatamente para o dia da morte de Elvis Presley.

Na hora em que o artista deu entrada no hospital, Raul conta que estava na Biblioteca da Universidade do Tennessee fazendo pesquisa para seu mestrado, quando viu alguns policiais federais na porta da sala de autopsia. "Perguntei a uma enfermeira o por quê da presença da Polícia e ela disse que Elvis tinha morrido e o corpo estava na local. Tentei um colega para me substituir, que não aceitou e tive que atuar na autópsia do corpo", diz.

A versão para o fim do "Rei do Rock"

Vinte e nove anos após a morte do mega astro, ainda pairam dúvidas sobre as causas. Na avaliação do patologista Dr. Raul Lamim, a autópsia no corpo não mostrou nenhuma anormalidade que justificasse a morte de Elvis Presley. "Na minha maneira de ver, ele morreu de asfixia porque tinha a fisionomia característica - boca entreaberta, língua semi-posta para fora e uma tonalidade azulada da cintura para cima. Deixo claro, entretanto, que não tomei conhecimento do documento oficial, atesto o que eu suponho ter acontecido."

O médico acredita que, em função dos medicamentos que tomava em excesso, Presley entrou em estado de semi-anestesia, dormindo um sono profundo com a face virada para o chão, o que teria impedido a respiração e provocado a morte por asfixia. Ressalta que o corpo não apresentava nenhum sinal de agressão física, a não ser uma ou duas costelas quebradas, quando os médicos tentaram reanimá-lo, apesar de ter chegado morto no hospital.

Reencontro numa triste coincidência

Dr. Raul Lamim conta que fez o fellow em hemapatologia e o mestrado, passando pelas cidades de Saint Louis, Memphis, Houston e depois retornou à segunda, onde o destino o colocou diante do que prefere chamar de uma triste coincidência. "Guardo o fato de ter participado da autópsia do corpo de Elvis Presley, como uma experiência filosófico-religioso de que todo mundo acaba igual, independente da importância. Fui ironicamente encontrar o ídolo de adolescência naquela mesa de autópsia", relembra.

 

O final de Elvis

No dia de sua morte, Elvis Presley foi encontrado pela namorada, Ginger Alden, no banheiro da Mansão de Graceland. Obeso e vestindo um pijama verde, o corpo estava caído sobre o pomposo tapete vermelho, onde também repousava o livro que estava lendo: "A Busca Científica Pelo Rosto de Jesus".

A provável causa da morte era arritmia cardíaca, provocada pelo excesso de drogas no organismo. Muitos contestam esta versão sobre o fim trágico do cantor, ator, "Rei do Rock" e todos os outros rótulos possíveis já agregados a um só nome. Especula-se até que a causa da morte possa ter sido abafada ou alterada pela família Presley, muito cuidadosa em preservar a imagem do mito.

A solidão de Elvis era bem mais silenciosa que seu som, ainda capaz de mexer com a imaginação de milhões de fãs em todo o mundo. Seu show aconteceu dia 26 de junho de 1977, em Indianápolis, nos Estados Unidos.