"Eu faço
questão de destacar o quanto o
envolvimento dos conselheiros foi determinante
para acelerar o andamento de tudo"
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Medicina
Geraes: Um dos resultados mais destacáveis
de sua gestão foi o grande número
de denúncias arquivadas. Como o Departamento
conseguiu esse resultado positivo?
João
Bosco Pereira Leite: Conversando. Foram
horas e horas, dias a fio falando por telefone
com as partes envolvidas. Esse contato direto
foi fundamental. Grande parte optou pelo arquivamento,
depois de algumas conversas conciliatórias
nas quais os dois lados se deram conta de que
não era realmente necessário prosseguir
com o caso.
MG:
De forma geral, o setor apresentou um excelente
resultado. Quais foram os elementos determinantes
para o sucesso?
JB:
Não foi só o bate-papo direto com
médicos e pacientes que otimizou as tarefas
do setor. Eu faço questão de destacar
o quanto o envolvimento dos conselheiros foi determinante
para acelerar o andamento de tudo. A grande maioria
só colaborou, cumprindo fielmente os prazos
processuais. O apoio do Departamento Jurídico,
que nos amparou sempre nas dúvidas, também
foi imprescindível. E, é claro,
o trabalho em equipe do setor. Eu consegui ver
a cada dia, a disposição e boa vontade
da parte de todos para que tivéssemos um
resultado tão bom. Eu posso dizer que não
convivi um só dia com a má vontade
na Secretaria de Processos.
MG:
Qual a avaliação que faz do Departamento,
15 meses depois do início de sua gestão?
JB:
Hoje, o Setor de Processos está muito bem
estruturado tanto funcionalmente, quanto psicologicamente.
A equipe é muito entrosada e, por isso,
rende muito.
MG:
Em termos de melhorias técnicas, o que
pode ser destacado? Isso também contribui
para os dados positivos?
JB:
Com certeza. Hoje nós temos mais agilidade
com a implantação do sistema Siem.
Esse não está totalmente implantado,
precisa passar por um aprimoramento, mas já
agilizou muito os trabalhos. Seria impossível
chegar ao resultado nos moldes anteriores de trabalho.
MG:
O senhor disse que grande parte das denúncias
pôde ser resolvida com conversas conciliatórias.
Isso significa que a maioria dos casos é
de problemas de relacionamentos?
JB:
Sim. A maioria é uma deficiência
na relação médico-paciente.
Um colega que chega atrasado e acaba se desentendendo
com o paciente que estava esperando ou outro que,
por falta de tempo, acaba pecando na atenção;
coisas assim, que podem ser resolvidas com bom
senso.
MG:
Qual o grande desafio que o senhor acha que fica
para o seu sucessor, o conselheiro Dr. Jader Campomizzi?
JB:
Um desafio que, na verdade, é para todo
o corpo de conselheiros: conscientizar o médico
sobre a importância da melhoria na relação
médico-paciente dentro do consultório.
Quando conseguirmos isso, metade dos nossos problemas
estará solucionada e a demanda na Secretaria
de Processos será reduzida drasticamente!
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