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Ações do CRMMG
Ano 4 Nº 44 Maio de 2006

Secretaria de Processos: gavetas vazias de pendências

Funcionários da Secretaria de Processos do CRMMG

Foram 15 meses de empenho, 450 dias, mais de 3.600 horas de trabalho intenso no comando de um grupo de sete funcionários. Os números, somados à dedicação e eficiência, resultaram em gavetas de pendências completamente vazias. Esse é o balanço positivo da gestão do conselheiro João Bosco Pereira Leite frente à Secretaria de Processos do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais.

Só em 2005, das 806 denúncias recebidas, 361 foram arquivadas. Isso, antes de se transformarem em sindicâncias, resultando em uma economia processual significativa. De janeiro de 2005 a março deste ano, dos 961 expedientes de denúncia que chegaram à secretaria, 391 foram arquivados, 248 se transformaram em sindicância enquanto 249 estão tramitando.

Em entrevista ao "Medicina Geraes", o conselheiro atribui os resultados a um fator determinante em qualquer empreendimento de sucesso: o trabalho em equipe.

"Eu faço questão de destacar o quanto o envolvimento dos conselheiros foi determinante para acelerar o andamento de tudo"

 

Medicina Geraes: Um dos resultados mais destacáveis de sua gestão foi o grande número de denúncias arquivadas. Como o Departamento conseguiu esse resultado positivo?

João Bosco Pereira Leite: Conversando. Foram horas e horas, dias a fio falando por telefone com as partes envolvidas. Esse contato direto foi fundamental. Grande parte optou pelo arquivamento, depois de algumas conversas conciliatórias nas quais os dois lados se deram conta de que não era realmente necessário prosseguir com o caso.

MG: De forma geral, o setor apresentou um excelente resultado. Quais foram os elementos determinantes para o sucesso?

JB: Não foi só o bate-papo direto com médicos e pacientes que otimizou as tarefas do setor. Eu faço questão de destacar o quanto o envolvimento dos conselheiros foi determinante para acelerar o andamento de tudo. A grande maioria só colaborou, cumprindo fielmente os prazos processuais. O apoio do Departamento Jurídico, que nos amparou sempre nas dúvidas, também foi imprescindível. E, é claro, o trabalho em equipe do setor. Eu consegui ver a cada dia, a disposição e boa vontade da parte de todos para que tivéssemos um resultado tão bom. Eu posso dizer que não convivi um só dia com a má vontade na Secretaria de Processos.

MG: Qual a avaliação que faz do Departamento, 15 meses depois do início de sua gestão?

JB: Hoje, o Setor de Processos está muito bem estruturado tanto funcionalmente, quanto psicologicamente. A equipe é muito entrosada e, por isso, rende muito.

MG: Em termos de melhorias técnicas, o que pode ser destacado? Isso também contribui para os dados positivos?

JB: Com certeza. Hoje nós temos mais agilidade com a implantação do sistema Siem. Esse não está totalmente implantado, precisa passar por um aprimoramento, mas já agilizou muito os trabalhos. Seria impossível chegar ao resultado nos moldes anteriores de trabalho.

MG: O senhor disse que grande parte das denúncias pôde ser resolvida com conversas conciliatórias. Isso significa que a maioria dos casos é de problemas de relacionamentos?

JB: Sim. A maioria é uma deficiência na relação médico-paciente. Um colega que chega atrasado e acaba se desentendendo com o paciente que estava esperando ou outro que, por falta de tempo, acaba pecando na atenção; coisas assim, que podem ser resolvidas com bom senso.

MG: Qual o grande desafio que o senhor acha que fica para o seu sucessor, o conselheiro Dr. Jader Campomizzi?

JB: Um desafio que, na verdade, é para todo o corpo de conselheiros: conscientizar o médico sobre a importância da melhoria na relação médico-paciente dentro do consultório. Quando conseguirmos isso, metade dos nossos problemas estará solucionada e a demanda na Secretaria de Processos será reduzida drasticamente!