RISCOS
Cirurgia de redução
do estômago
Importância do
acompanhamento pós-operatório
Rotina
dos pacientes que se submetem
à cirurgia é alvo
de estudos médicos
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Equipe
de Tratamento da Obesidade do Hospital das
Clínicas/UFMG: Dr. Marco Túlio
Diniz, chefe da equipe, Dr. Juarez de Oliveira
Castro, psiquiatra, Drª Maria de Fátima
Sander Diniz, endocrinologista, Dr. Alexandre
Savassi, cirurgião-geral, Maria do
Pilar, nutricionista e Mônica Lima,
Psicóloga |
O número de obesos
que se submetem à cirurgia bariátrica,
conhecida popularmente como "redução
de estômago", no Brasil, está
cada vez maior. A literatura médica atual
revela que os tratamentos não cirúrgicos
falham em mais de 90% dos pacientes obesos mórbidos
(índice de massa corporal igual ou superior
a 40 kg/m2) e a intervenção cirúrgica
torna-se uma grande aliada no combate à
obesidade mórbida.
Muito além da
necessidade de emagrecer, destaca-se a importância
de um acompanhamento multidisciplinar no período
pós-operatório. Esta é a
conclusão da Equipe de Tratamento da Obesidade
do Hospital das Clínicas/UFMG, pioneira
na realização da cirurgia em Minas
Gerais. O HC possui uma equipe formada por nutricionistas,
psicólogas, psiquiatras, endocrinologistas,
cirurgiões-geral e plástico que
acompanham o paciente por, no mínimo, cinco
anos após a intervenção cirúrgica.
O coordenador da equipe,
Dr. Marco Túlio Diniz, acredita que este
acompanhamento é essencial para um resultado
satisfatório do procedimento cirúrgico.
"Na verdade, ela deve se iniciar no pré-operatório.
Os pacientes são submetidos à avaliação
por toda a equipe. Após a cirurgia, os
retornos são feitos com 15, 30, 60 e 90
dias até um ano depois. Após este
período, as consultas são semestrais",
ressalta.
Evitando complicações
no pós-operatório
Esta preocupação
dos especialistas foi alvo de um levantamento
realizado pelo Hospital das Clínicas de
São Paulo, em junho deste ano, com pacientes
que fizeram a cirurgia há mais de cinco
anos.
Num grupo de 53 pessoas,
18% delas voltaram a engordar ou tornaram- se
alcoólatras e quase 80% apresentam um quadro
de depressão antes e depois da cirurgia.
"Já observamos todas estas situações,
aqui em Minas também, inclusive, casos
de tentativa de auto-extermínio. Por este
motivo, acreditamos que o acompanhamento é
essencial por parte de toda a equipe", enfatiza
Dr. Marco Túlio.
O esclarecimento da população
sobre os reais benefícios, riscos e complicações
da cirurgia bariátrica pode melhorar estes
resultados. "Os pacientes precisam entender
que, apesar de eficaz, a cirurgia não é
a primeira alternativa de tratamento e nem garante
perda de peso sustentada se ele não modificar
seus hábitos de vida", diz Dr. Marco
Túlio.
Estatísticas elevadas:
Segundo dados da Sociedade Brasileira de
Cirurgia Bariátrica, em um ano, o
número de cirurgias aumentou em 33%,
passando de 15 mil em 2003 para 20 mil em
2004.
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